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Seminário de Direito Sistêmico emociona com prática de constelação familiar

              Clara Passi O Direito Sistêmico é a noção de que a prática dos operadores deve ser regida por ordens superiores que regem as relações humanas. A comissão especial de estudos da OAB/RJ sobre o tema foi criada no final de 2017, sob o comando de Sérgio Alexandre Cunha Camargo e da vice, Eunice Schlieck. O ramo não é novo - já há grupos deste tipo em outras seccionais, como na de Santa Catarina – e uma de suas ferramentas, a constelação familiar, é cada vez mais adotada para ajudar a solucionar conflitos no sistema judiciário brasileiro. Nesta terça-feira, dia 4, a Ordem sediou o II Congresso Nacional de Direito Sistêmico: é digno ser humano?. Diante do Salão Nobre Modesto da Silveira cheio de inscritos, a comissão mostrou que é possível alargar as fronteiras da doutrina para abarcar fenomenologia no Direito e caminhar rumo ao estabelecimento de uma cultura de paz, amor e tolerância ao invés do litígio e beligerância que regem as ações.   “O princípio básico do Direito Sistêmico é a dignidade da pessoa humana. O foco do Direito tem que ser o inpíduo, não o dinheiro, as grandes empresas. O sistema não perde em nada, se compensa. O pneu do seu carro fura-se para que você não sofra um acidente mais à frente. Este país tem uma dívida com indígenas, negros e mulheres. Paga-se esta dívida quando se tem medo de parar no sinal, por exemplo", afirmou Camargo, que deu a palestra Dignidade sistêmica da pessoa humana.   O dia transcorreu com falas sobre a adoção na visão sistêmica, a dignidade do advogado no sistema de Justiça, os limites da ajuda na advocacia sistêmica, o paradigma sistêmico e o Ministério Público, a aplicação dos métodos nos casos de família no TJRJ e na Defensoria Pública e sobre alienação parental, entre outros assuntos.   A palestra da terapeuta que atua no judiciário Adhara Campos, Superando o superenpidamento com as constelações familiares, emocionou a plateia ao fazer uma breve demonstração da técnica criada pelo psicoterapeuta alemão Bert Hellinger, que alicerçou seu sistema na Teoria Geral dos Sistemas, na Fenomenologia e no Psicodrama.    Campos convidou inscritos a desempenhar os papeis de senhor de engenho, os descendentes desta família e escravos, que deram suor e sangue para que os patrões prosperassem. Os participantes que interpretaram os opressores pediram desculpa aos oprimidos, para que o passado pudesse ser superado e o sistema se equilibrasse. Ao final da prática, Campos cantou O canto das três raças (Paulo César Pinheiro e Mauro Duarte, eternizada na voz de Clara Nunes).
04/12/2018 (00:00)

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