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Museu da Justiça inicia programação do Circuito Centenário do Antigo DF

Museu da Justiça foi palco da atividade que marcou o início da programação do Circuito Centenário do Antigo Distrito Federal Ao caminhar pelas ruas do Centro do Rio de Janeiro, em um trajeto de pouco mais de um quilômetro e meio, quatro edifícios contam a história de uma cidade que, há um século, se afirmava como um centro político, econômico e cultural. Palácio Tiradentes, Antigo Banco Alemão Transatlântico, Antigo Palácio da Justiça e Edifício Touring, construções que completam 100 anos em 2026, são utilizadas em funções diferentes das originais, mas seguem como símbolos dos tempos em que o Rio de Janeiro foi a capital do país.  Nesta quinta-feira, 14 de maio, o Museu da Justiça foi palco da atividade que marcou o início da programação do Circuito Centenário do Antigo Distrito Federal. Até setembro, visitas guiadas e palestras contarão as histórias desses edifícios e convidarão o público a passear pelas transformações vivenciadas na cidade ao longo desses 100 anos.  Na abertura do encontro, a diretora do Museu da Justiça, Siléa Macieira, deu as boas-vindas e, em tom poético, promoveu uma reflexão com o objetivo de observar o espaço percorrido pelo Circuito a partir de um novo ponto de vista.   “Rio de múltiplas faces e amplos espaços, de mares, montanhas, florestas, concretos e asfaltos. Rio por onde correm nossos passos que, se desacelerados, propiciam a captação dos traços e a cooptação da memória e história, presente e passado. Centro do Rio, este cultural quadrilátero que faz com que nos sintamos abrigados como num aro, num especial abraço. Essa é a proposta: uma pausa, uma reflexão, um olhar, uma nova percepção do espaço.”   Em seguida, a historiadora do Museu da Justiça e coordenadora do projeto, Tayná Louise de Maria, fez uma breve apresentação sobre o planejamento e desenvolvimento do Circuito Centenário, destacando o foco em enaltecer a cultura material e a paisagem urbana do Rio de Janeiro a partir dos prédios que chegam aos 100 anos em 2026.   Para contextualizar os ouvintes acerca do cenário experimentado por quem vivia no Rio de Janeiro na época da construção dos quatro edifícios, o professor titular do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), André Leonardo Chevitarese, foi convidado para apresentar a palestra “A década de 1920 no Antigo Distrito Federal”.  Ele buscou no termo “ir à cidade”, utilizado por gerações mais antigas para se referir aos deslocamentos até o Centro do Rio, uma maneira de exemplificar a riqueza cultural concentrada na região desde a década de 1920.   “Dizer ‘vou à cidade’ evidenciava um processo de transformação numa parte da área central do Rio de Janeiro, fazendo desse lugar um espaço privilegiado em que estavam as repartições públicas, o sistema bancário, grandes lojas, lazer e cinemas. Nessa área estavam também as ideias em circulação, que podiam ser acessadas nas livrarias da Rua do Ouvidor ou em uma boa conversa em um dos muitos cafés disseminados pelo Centro. Ao redor da Grande Avenida Central, atual Rio Branco, estavam as iluminações nas vias públicas, circulavam os automóveis e as novidades do exterior que chegavam ao país pelos navios.”   Na próxima segunda-feira, 18 de maio, às 15h, a historiadora Tayná Louise e o professor André Chevitarese conduzirão uma visita guiada pelas ruas do Antigo Distrito Federal, com ponto de encontro no Museu da Justiça. Para conferir mais informações e a programação completa do Circuito Centenário do Antigo Distrito Federal, clique aqui.   Acesse neste link fotos das edificações do Circuito Centenário.   PB*/ SF *Estagiário sob supervisão Fotos: Rafael Oliveira/TJRJ
14/05/2026 (00:00)

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