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Perigosas Damas expõe o silenciamento e a punição de mulheres no Brasil

                                                   Atriz Geovana Pires em cena durante a primeira apresentação da peça Perigosas Damas  “Toda lágrima devia virar palavra”. Antes mesmo de começar, a atriz Geovana Pires já dava o tom da peça Perigosas Damas, puxando em coro o público que encheu a Sala Multiuso do Edifício Desembargador Caetano Pinto de Miranda Montenegro.  “Esse é um espetáculo que, a partir de uma exaltação da liberdade, aprofunda as violências e muitas feridas abertas que nós, mulheres, temos desde sempre”, definiu a atriz sobre a montagem, que estreou no programa Justiça em Cena, do Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ), nesta terça-feira, 7 de abril.  A peça é uma adaptação do livro História de um Silêncio Eloquente: Construção do Estereótipo Feminino e Criminalização das Mulheres no Brasil, de Thaís Dumêt Faria.  Com interpretação de Geovana Pires e direção de Denise Stutz, a montagem leva ao palco memórias de mulheres que foram encarceradas em manicômios, conventos e prisões por desafiarem os padrões de sua época. O espetáculo articula poesia, teatro e música.  Segundo a atriz, a peça, construída majoritariamente por mulheres, dialoga com diferentes camadas sociais. Ela afirmou que, como contadora de histórias, precisa partir de uma verdade absoluta ao narrá-las e destacou que o trabalho coletivo feminino contribuiu para potencializar a forma como essa história é contada.                                                                     A peça fará mais três apresentações na Sala Multiuso: dias 8, 14 e 15 de abril “Por que as mulheres eram presas? Porque eram livres e exerciam a liberdade. No ímpeto de liberdade, elas eram contidas em conventos, hospitais psiquiátricos e até nas próprias casas por terem gostos, opiniões e viverem. Essa é uma peça que precisa exaltar a liberdade para poder falar da prisão”, afirmou.  Em cena, a montagem combina narrativas reais com versões em rap de poemas de Elisa Lucinda para abordar temas como sexismo, opressão e liberdade, propondo uma reflexão sobre acolhimento e resistência.  Outras datas  Perigosas Damas será reapresentada nos dias 8, 14 e 15 de abril, às 18h30, na Sala Multiuso do Edifício Desembargador Caetano Pinto de Miranda Montenegro. Os ingressos para as demais sessões já estão esgotados.  VS/ SF Fotos: Rafael Oliveira/TJRJ  
08/04/2026 (00:00)

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